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confesso que mudarei.

o corpo já não se importa, ele sempre pratica. a alma não se desorienta, finge novidade...
aos poucos emolduro um protótipo. tudo bem que na manhã seguinte ele entra em desarranjo... a novidade sempre envelhece a última eureka.

porém, sempre defenderei o que me é mais antigo: a procura do a maiúsculo, adulto, adulterado, modernoso, talvez fadigado pela impossibilidade viceral da busca de norteadores bipolares e pelas mãos não calejadas por desconhecer a textura do vento. mas chegarei ao alfabeto completo em caixa alta, começando agora, do nada. olharei as páginas com a certeza de conhecer todas as letras, inclusive o w e o y. saberei ler, soletrar, chegarei até a gritar todas as palavras que conhecerei. todas de maiore.

mesmo que todo dia, quando olho no espelho, quando meu corpo reage, minha alma se apruma, e fabulando inconsciência desenho maçãs na superfície molhada pelo vapor.

assim confesso, prometo e esqueço.

1 comentário

Mari disse...

ah, as palavras!
...a procura do a maiúsculo,
uowww...o que tem me divertido e transportado mesmo que enclausurada em um escritório empoeirado como o que eu estou agora, é a imensa possibilidade integrativa e interativa de expandir-me com palavras lidas aqui!
Mariana .

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